Brutalidade Em Crime - Blog Cidade do Sol

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Brutalidade Em Crime

De acordo com o delegado da 2ª DHPP, Adriano Melgaço, já se sabe que pelo menos 17 tiros foram disparados contra a adolescente. Boa parte dos disparos a atingiu no rosto e pelo menos três foram pelas costas. Na cena do crime, foram encontrados estojos de munições de calibre 380 e 9 mm.
A vítima teria sido abordada na esquina da Rua Barão do Gravataí com Travessa Pesqueiro, onde foram efetuados os tiros. Em seguida, ela teria sido arrastada por cerca de 60 metros pela Barão do Gravataí até a esquina com a Múcio Teixeira, onde o corpo foi abandonado.
— Foi um delito com utilização de brutalidade, tendo em vista a quantidade de tiros que chegaram a atingir o rosto da vítima e por a cena indicar que ela pode ter sido arrastada após a morte — avaliou.
A perícia não confirmou que a jovem foi atropelada duas vezes, conforme se cogitou pouco depois do assassinato. Segundo o DML, há indícios de que o corpo tenha sido arrastado, mas não há fratura de membros.
Com a ajuda dos laudos periciais — que foram solicitados em caráter de prioridade — e os desdobramentos da investigação, a polícia pretende entender se o corpo foi arrastado propositalmente ou se alguma parte do corpo ou da roupa ficou engatada no veículo.    

Após os disparos, os suspeitos teriam fugido em um Gol de cor escura. Ainda não se sabe quantas pessoas participaram da execução. As imagens das câmeras de monitoramento da região estão sendo analisadas para esclarecer a dinâmica do crime e tentar identificar os suspeitos.
Algumas testemunhas já prestaram depoimento. Parentes da vítima também foram ouvidos na manhã desta quarta-feira, mas sem nenhuma contribuição significativa à investigação.
O que se sabe por enquanto é que a família seria moradora do bairro Santa Tereza, na Vila Cruzeiro, mas o pai já morreu e o paradeiro da mãe não está claro.
Motivação é incerta
Para o delegado Adriano Melgaço, a motivação só será esclarecida com o andamento das investigações. Todas as possibilidades são consideradas no primeiro dia de apuração. A adolescente tinha antecedentes infracionais por tráfico de drogas e desacato.
— Nós não temos como descartar nada por enquanto. Pode ser desde um acerto de contas, levando em consideração a passagem policial que ela tinha, quanto dívida ou vingança. Mas só a investigação poderá esclarecer.

Fonte: Diário Gaúcho

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