quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Greve

A assembleia estadual do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato) realizada ontem no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre, decidiu pelo início da greve com tempo indeterminado. Os 3,5 mil participantes se deslocaram até a Praça da Matriz para protestar, em frente ao Palácio Piratini. Os dias letivos não serão recuperados até o pagamento integral dos salários. Uma comissão foi escolhida para avaliar a adesão à greve. Os professores pedem o apoio dos pais e alertam para que não levem os filhos à escola a partir desta quarta-feira, 6.
A diretora do 18º Núcleo do Cpers, Cira Kaufmann, que estava presente na assembleia, frisou que a paralisação será uma demonstração de descontentamento com o governo de José Ivo Sartori. “Não aceitamos pagar a conta da má administração dele. Ele faz escolhas e uma delas é penalizar os educadores gaúchos”, resumiu. Da região, 90 professores estiveram em Porto Alegre. A presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, disse que o governo está jogando os professores para o movimento de paralisação. “Não queremos prejudicar os alunos, mas é impossível com a instabilidade emocional e a tortura psicológica que estamos sofrendo. Quanto mais rápido cessarem os problemas do parcelamento, mais breve voltará a tranquilidade nas escolas”, declarou.
A medida foi tomada em virtude da parcela de R$ 350,00 paga pelo governo gaúcho aos servidores. O terceiro depósito, de R$ 170,00, aguardado para a última sexta-feira, também não se concretizou. A Secretaria da Fazenda sustenta o cronograma previsto originalmente, de quitar as nove parcelas até o dia 13. Graças à liminar obtida no Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o pagamento da dívida com a União no início do mês passado, o risco de sobreposição das folhas de agosto e setembro está, agora, afastado. Apesar disso, para os próximos meses, as projeções não são boas. Fonte G1

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